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*Por: Fran Christy

Quando dizemos que a postura mental é um dos principais fatores em jogo para uma vida equilibrada, bem sucedida em todos os sentidos, muita gente não compreende exatamente o que queremos dizer com isso. “Postura mental” é um termo de difícil explicação compreensão, mas uma vez que caia a ficha de quão importante é essa questão e o que isso realmente significa “você pode literalmente mudar sua vida da água pro vinho”.

Postura mental, de uma forma bem simples, é uma perspectiva, um ponto de vista que define as ações e reações que tomaremos com relação a cada situação em nossas vidas.

Focando-nos nas injustiças do que ocorre conosco, no absurdo ou até mesmo na imoralidade, nós nos colocamos no papel de vítima e ficamos sem forças para lutar. A forma como você vê o que ocorre com você é a sua postura mental.

Uma forma bem clara de compreender esse assunto é se imaginar dentro de uma sala onde há uma bomba que está para explodir em menos de um minuto. A pessoa com foco na injustiça se desespera, começa a pensar no porquê de isso estar acontecendo com ela, fica com raiva de quem foi responsável pelo que está acontecendo, mas, no final das contas, não faz nada e a bomba explode. A pessoa com foco em resultados, foco em fazer o que dá certo, nem chega a pensar nos porquês de estar ali com uma bomba prestes a explodir, ela simplesmente AGE em termos de desarmar a bomba ou escapar da sala a tempo.

Encaramos “bombas” em nossas vidas diárias o tempo todo. A pessoa que tem a postura mental errada acaba deixando essas bombas explodirem e afetarem negativamente suas vidas, enquanto as pessoas que têm a postura mental correta, simplesmente resolvem o problema, sem drama, sem choradeira, sem se concentrar em quem é o culpado ou em quão absurda ou injusta é a situação.

Solução de problemas é somente uma das questões em nossas vidas diretamente afetadas pela nossa postura mental, ou seja, pela perspectiva que adotamos e como interpretamos o que está acontecendo e que, no final das contas, define como vamos lidar com a situação. A postura mental, porém, afeta tudo à nossa volta: nossos relacionamentos, nossa carreira, nossas finanças, etc. A cada escolha que precisamos fazer, o que escolhemos falar ou não falar, os lugares a que escolhemos ir, as atividades a que escolhemos nos dedicar, tudo isso passa pelo pente fino de nosso julgamento pessoal e julgamos as coisas e situações com base em como as interpretamos, com base nas perspectivas que adotamos com relação a elas.

A moral da história é que se você não está conseguindo resultados em sua vida, se as coisas parecem estar dando sempre errado, procure parar de julgar a situação em si, classificando-a como injusta, absurda ou triste, pare de tentar encontrar culpados, mesmo que o culpado seja você mesmo e você admita. Isso não importa! O que importa é fazer o que tem que ser feito para solucionar o problema, resolver a situação ou seguir em frente.

*Fran Christy é formada em administração de empresas com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle, EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias de vida.

A transformação de grupos em equipes é um processo – expresso dinamismo, movimento – que depende da comunhão de objetivos e da influência da cultura organizacional.
Considerando que as equipes são grupos que evoluíram, para entender essa trajetória é preciso estudar o processo de formação de grupo, em que circunstâncias ele se constituiu e de que maneira atua.

Um grupo é uma reunião de pessoas com um ou mais objetivos comuns e que se percebem como seus integrantes. A partir de sua constituição e ao longo de toda a sua existência, o grupo sofre a influência de três fatores: o ambiente, o próprio grupo e o indivíduo – e isso explica por que alguns grupos chegam a transformar-se em equipes e outros não.

Em primeiro lugar, o grupo é influenciado pelo ambiente no qual se formou e atua. O tipo de organização da qual faz parte, as facilidades ou dificuldades, tanto materiais quanto psicológicas, e muitos outros fatores irão afetar esse grupo positiva ou negativamente. Todo ambiente apresenta ameaças e oportunidades que podem afetar a coesão do grupo e os sentimentos de seus membros.

Em segundo lugar, o grupo recebe influências de si próprio: seu tamanho, sua missão, a ideologia dos seus integrantes e o efeito sinérgico resultante da agregação. Assim quanto maior e mais heterogêneo for o grupo maior será a diversidade de conhecimentos e habilidades disponíveis; por outro lado, também poderá ser menor a oportunidade de participação e contribuição individual.

Em terceiro lugar, temos o indivíduo com seu conjunto característico de traços de personalidade, conhecimentos, valores, interesses e experiências, os quais, combinados àqueles dos demais integrantes, contribuem para que o grupo tenha uma identidade e um desempenho específico.

O trabalho em equipe é um permanente processo de experimentação, troca e aprendizagem. A competição e a cooperação representam um dos paradoxos das equipes na atualidade. As organizações precisam ser competitivas e, ao mesmo tempo, cooperar entre si através de parcerias que propiciem o melhor aproveitamento do tempo, dos recursos e das oportunidades.
A competição, principalmente no mundo dos negócios e dos esportes, é uma conduta institucionalizada e plenamente aceita, pois dela dependem o crescimento e a melhoria da qualidade. Assim, a competição intergrupal, leal e aberta, pode ser acatada com tranquilidade.

Dentro da equipe, porém, a competição se dá num nível interpessoal, razão pela qual é menos aceita, uma vez que o propósito não é o sucesso individual, mas o resultado coletivo. É necessário vencer obstáculos [que podem estar no ambiente, no grupo ou no indivíduo] e estabelecer uma parceria constante através das quais as pessoas tendem a compensar suas limitações físicas, psicológicas, sociais e intelectuais, absorvendo o entendimento que para competir é necessário transformar muros em pontes.

Por: Patrícia Ribeiro – Portal RH

Ter o reconhecimento mundial da comunidade do Management e da Administração não é tarefa das mais fáceis. Imagina, então, ser considerado por muitos o sucessor do grande maestro da Administração contemporânea. Jim Collins foi o “cara” que alcançou esse status e hoje é um dos mais respeitados pensadores do mundo management da atualidade, tido por muitos como o herdeiro de Peter Drucker.

Suas ideias e ideais já pararam em 3,5 milhões de livros vendidos em 29 idiomas diferentes. Em palestra no HSM ExpoManagement 2010, Jim Collins revelou algumas lições de bons modelos de Administração e cases de grandes empresas duradouras que conseguiram um desempenho superior ao longo do tempo. Veja as cinco grandes lições de Collins.

Lição 1 – Cuidado com o declínio

Jim Collins destaca que as grandes responsáveis pelo declínio de uma organização são as próprias empresas. “Algumas empresas caem ou sobem e isso não é questão das circunstâncias, é questão da escolha consciente e disciplina”, afirma.

Collins destaca que existem cinco estágios do declínio e que é preciso ficar atento a eles:

- Estágio 1: O excesso de confiança proveniente do sucesso
- Estágio 2: A busca indisciplinada por mais (escala, crescimento, “aplausos”…)
- Estágio 3: A negação dos riscos e perigos
- Estágio 4: A luta desesperada pela salvação
- Estágio 5: A entrega à irrelevância ou à morte

Lição 2 – Seja um “líder nível 5″

Um dos elementos que fazem com que uma empresa deixe de ser boa para ser excelente é a liderança. Para Collins, essa liderança deve ser baseada em tomadas de decisões corajosas, buscar fazer o melhor possível e, principalmente, ter humildade. “O ingrediente mágico entre os grandes CEOs não está em sua genialidade ou competência, mas em sua humildade e boa-vontade”, explica.

Jim Collins afirma que essas pessoas são consideradas os “líderes nível 5″ e possuem as qualidades dos níveis anteriores. Nível 1: reúne as capacidades individuais. Nível 2: as de equipe. Nível 3: as de administração. Nível 4: reúne habilidades de liderança: capacidade de comandar, dar direção, mobilizar e transformar um grupo.

Lição 3 – Não fique arrogante com o sucesso

A queda das empresas, muitas vezes, está na continuidade do modelo de gestão. Muitas empresas quando chegam ao sucesso mantêm o formato que lhes deu bons resultados e se acomodam, ou seja, não buscam inovar ou trazer algo diferente que agregue à empresa. “É preciso manter a empolgação, a auto-estima, criatividade e intensidade, mesmo quando tiver sucesso. Se as pessoas perdem isso, há possibilidade de declínio”, afirma Collins.

De acordo com Collins, foi assim que a Johnson & Johnson e a Page conseguiram se manter em mais de 100 anos de mercado.
ição 4 – Não desmotive seus funcionários

Jim Collins explica que é comum ouvir que é preciso motivar os funcionários da empresa. Mas, através de pesquisas em diversas organizações pelo mundo, ele constatou que as características dos funcionários contratados recentemente já indicam um grau de motivação natural nesses profissionais.

Collins afirma, então, que a questão central não está na motivação desses funcionários, mas em não desmotivá-los. O guru diz que isso é possível quando a empresa está aberta a novas sugestões, encara outros projetos e dá as ferramentas necessárias para o andamento do trabalho.

Lição 5 – Escolha as pessoas certas

“A habilidade executiva número um é escolher as pessoas certas e colocá-las nas posições certas”, afirma Collins. Ele destaca que ter uma equipe comprometida com a empresa e ocupando os cargos ideais aumentam drasticamente as chances de o empreendimento dar certo.

Collins indica que existem algumas características para saber se a empresa contratou o profissional certo. Entre elas estão:

- pessoas certas se encaixam nos valores da corporação;
- pessoas certas não precisam ser gerenciadas de perto;
- pessoas certas compreendem que não tem emprego, mas sim responsabilidade;
- Elas fazem 100% do que realmente se propõe a fazer;
- Elas têm uma enorme paixão pela empresa e pelo trabalho que exercem.

Jim Collins

É um dos mais respeitado pensador do mundo de management da atualidade e considerado o sucessor de Peter Drucker. Jim Collins escreveu quatro livros – incluindo o clássico Built to Last, que registra 3,5 milhões de cópias vendidas em 29 idiomas e até hoje figura em listas de best-sellers.

Cuidar para que o choque cultural seja levado em conta é uma ação fundamental para o sucesso de uma fusão ou aquisição
Natalia Gómez

O diretor da Mercer destaca que o entendimento das culturas deve ocorrer antes que as pessoas comecem a trabalhar juntas. No primeiro dia da integração, já deve haver uma clareza sobre os cargos, salários e benefícios. “Tudo isso deve estar pronto e ter sido comunicado antes da integração, senão a empresa perde muitas pessoas”, diz Mondelli. Para evitar que uma das culturas seja aniquilada, o ideal é identificar os elementos comuns que serão mantidos e os pontos em desacordo para, então, criar uma nova cultura.
Um cuidado que a empresa compradora deve tomar é não impor seu ponto de vista, pois isso fará com que a equipe antiga fique desmotivada. “É natural que a cultura compradora prevaleça, mas não dá para chegar falando que vai ensinar tudo”, exemplifica Mondelli. Ele cita o caso do frigorífico brasileiro Marfrig, que comprou a americana Keystone Foods e manteve a liderança da empresa para aprender sobre processos, políticas e governança.

No longo prazo, o trabalho de integração continua e deve ser monitorado para observar quais valores estão prevalecendo, quais estão sendo gerados. “É um tema crítico nos primeiros três anos da integração.” O diretor da consultoria Holomática, Eduardo Quadrado, recomenda a criação de um comitê de transição, composto por profissionais das duas empresas, e com o envolvimento das duas direções. Ter uma estratégia de comunicação eficaz e acompanhar de perto cada passo da transição também são medidas importantes.

A experiência de Quadrado sobre o tema veio da compra de uma companhia do grupo, a RM Sistemas, pela Totvs, em 2006. Ele conta que a Totvs manteve os executivos da RM por mais de três anos, até a transição ser concluída. “Eu mesmo fiquei lá por quatro anos”, conta. Uma das boas práticas adotadas nessa operação foi a forma de a Totvs acolher a equipe. “Fomos recebidos com cuidado, carinho e respeito. Isso é importante porque o medo é natural nesses momentos.”Na visão do executivo, essa foi uma forma de aproveitar os bons processos que já existiam. “O primeiro passo é conhecer, ver quais são os talentos e processos. Só então partir para a fusão, com a estratégia já montada”, diz. Quadrado compara uma aquisição a um casamento, que tem maiores chances de dar certo quando as pessoas envolvidas têm algo em comum. Um desafio é lidar com os egos envolvidos e admitir que existem pessoas e ideias boas na empresa comprada.

Diretor executivo do grupo Triunfo, que tem empresas de propaganda e consultoria, Scher Soares observa a importância da liderança nesse processo. “Inflexibilidade, disputa de egos e fixação a paradigmas antigos costumam ser elementos críticos a serem gerenciados em um processo de associação”, avalia. Recentemente, o grupo comprou a Track Digital, empresa de tecnologia em serviços e soluções digitais. A operação que uniu o banco holandês ABN Amro e o brasileiro Real também foi bem-sucedida porque a área de recursos humanos foi envolvida no processo desde o início da negociação, em meados de 1998. O consultor Fernando Lanzer foi nomeado como responsável pela área de RH. Ele conta que durante o processo de due diligence a equipe de RH entrevistou diferentes funcionários da instituição brasileira durante dois dias e constatou que a cultura organizacional do banco Real era claramente paternalista, do tipo “Família” , enquanto que a cultura do ABN Amro no Brasil era do tipo “Rede”, com autonomia entre as unidades. “Precisaríamos trabalhar bastante a cultura para que a aquisição fosse bem sucedida”, diz.


RH como prioridade

Na prática, seria uma fusão de culturas, pois o ABN tinha, na época, 1,7 mil funcionários, enquanto que o Real somava quase 19 mil e, por isso, seria impossível impor a cultura do ABN Amro sobre a cultura do banco brasileiro. Lanzer conta que a partir daquele momento a cultura organizacional passou a ser assunto central no processo. Houve um esforço para criar uma terceira organização, diferente das anteriores. O “novo banco” seria diferente do Real anterior e do ABN anterior.

Para isso, a empresa realizou um seminário de um dia com os 22 diretores da nova organização para discutir como seria esse novo banco, qual seria a visão de futuro da equipe dirigente, a missão do banco, e sua proposição de valor para seus clientes. No decorrer de 1999, foram realizados 30 seminários semelhantes, envolvendo 500 diretores e gerentes do Real e do ABN, cada um durando dois dias.

O resultado desses seminários foi sendo integrado para formar um conjunto de frases descrevendo a cultura desejada.  Paralelamente, houve uma estratégia de comunicação interna coordenada e consistente. “Acabamos com os veículos internos que tanto o Real quanto o ABN possuíam e criamos um novo, batizado de ”Juntos”. Esse conceito foi tão forte que até hoje, quando o Santander comprou o ABN-Real, incorporou o termo para sua comunicação externa e se apresenta como o banco do ”juntos””, afirma Lanzer. O processo de integração durou três anos e durante o período inúmeras reuniões foram realizadas para discutir se cada decisão tomada era coerente com a cultura desejada.

Por: Revista Melhor Gestão de Pessoas – Com Scher Soares

A expressão Qualidade de Vida no Trabalho é bastante ampla, porém na análise desta é de fundamental importância um clima organizacional positivo. Na realidade, muitas das empresas passaram a se preocuparem com a qualidade de vida, seja no trabalho ou no ambiente extra-organizacional das pessoas que atuam na empresa como base para maximizar a qualidade de produtos e serviços. É essencial investir em atividades que visem a melhoria da qualidade de vida dos funcionários e as atitudes que busquem o aperfeiçoamento do ambiente de trabalho. Daí ressalta-se a importância da avaliação do clima organizacional.

Pesquisas sobre níveis de satisfação no ambiente de trabalho são importantes para minimizar conflitos entre as necessidades dos indivíduos e das organizações, pois através do conhecimento das aspirações, dos desejos e das necessidades dos funcionários, medidas poderão ser adotadas, de modo que a organização possa alcançar seus objetivos institucionais e atender as expectativas dos indivíduos no trabalho.

Da análise das definições de clima organizacional, bem como do conjunto das variáveis, processos e/ou propriedades independentes que afetam o mesmo, verifica-se que quando os objetivos organizacionais estão em consonância com as expectativas dos empregados, existe uma tendência para que a empresa tenha sucesso, como consequência de um melhor desempenho humano no trabalho.

Como não há no Brasil a rotina formalmente instituída de pesquisar, de um modo geral, ainda se trabalha muito no “achismo”. Com relação às pesquisas de clima, a situação não é diferente, a comprovação disso é que existem poucas publicações em revistas especializadas e livros sobre o assunto. Embora na década de 30, a ideia de clima organizacional já estivesse implicitamente presente na proposta da Escola das Relações Humanas, de Elton Mayo, quando realizou o experimento de Hawthorne, o que transparece ainda hoje nas organizações é a preocupação com o desempenho dos indivíduos para a execução das metas organizacionais e pouca atenção é dada à realização desses indivíduos dentro da organização.

É necessário que o administrador brasileiro entenda a importância do estudo de clima organizacional para um diagnóstico geral das empresas, bem como melhor entendimento da dinâmica organizacional. Em geral, é um processo que demanda disponibilidade de tempo e recursos, os quais nem sempre se acham conciliados para o pesquisador, além do que é preciso que os dirigentes tenham coragem para aplicar pesquisa de clima organizacional entre os funcionários, pois esta revela pontos fortes da gestão empresarial, mas também aspectos que precisam ser melhorados, e são justamente esses últimos que nem sempre recebem a devida atenção da alta direção, por negligência, medo de perda do “status quo”, resistência às mudanças, desconhecimento, acomodação, entre outros.

Os benefícios decorrentes de uma pesquisa de clima para a empresa são muito vastos, dentre eles podem ser citados: medir o grau de satisfação dos funcionários com a empresa, com o trabalho em si e com os colegas de trabalho; subsidiar a empresa na adoção dos novos modelos de gestão, novas ferramentas de trabalho, verificando se as pessoas estarão propícias à adoção ou não destes novos modelos ou ferramentas de trabalho; melhorar a qualidade das relações de trabalho; desenvolver cultura gerencial participativa; identificar lacunas organizacionais, melhorando a imagem da empresa perante os clientes internos e externos etc.

Em suma, dentro da Qualidade de Vida no Trabalho – origem, evolução e perspectivas -, está um ambiente saudável, caracterizado não somente por condições de trabalho seguras e salutares, mas também por uma atmosfera psicológica sadia, o que só é possível averiguar através de uma pesquisa de clima organizacional séria, consistente e coerente. Na realidade, um clima organizacional favorável dentro do contexto profissional constitui importante passo para a Qualidade de Vida no Trabalho e melhoria da Qualidade de Vida do indivíduo.

*Por:   Mônica Mello para o RH.com.br

Com o crescimento da economia, após a globalização do mercado, houve um grande aumento na competitividade. Com isso, além de um produto qualificado, as empresas começaram a se preocupar também com a questão do diferencial competitivo. Devido a todo esse clima de concorrência entre as organizações, as pessoas que estão inseridas nesse meio passaram por uma mudança radical de comportamentos perante o mercado para poder acompanhar essas transformações. Isso trouxe como conseqüências resultados já conhecidos por nós, tais como, noites de insônia, constantes dores de cabeça, enfim, o conhecido estresse, que por sua vez deixa as pessoas mal humoradas, incapacitadas de produzir.

Surgiu, então, a preocupação com a qualidade de vida no ambiente organizacional. O mundo globalizado se deu conta da importância do ser humano na empresa, valorizando assim suas emoções no espaço corporativo, pois os sentimentos podem influenciar consideravelmente em seus resultados.

Alguém já percebeu o quanto nos sentimos bem quando sorrimos, quando estamos alegres, felizes? Tudo isso tem uma explicação. Quando passamos por um momento como esse, nosso cérebro libera uma substância chamada “endorfina”. Essa substância nos dá uma sensação de bem-estar, alívio e leveza.

Algumas empresas, percebendo a importância do bom humor, estão desenvolvendo trabalhos com o objetivo de melhorar o ambiente profissional e, conseqüentemente, a sua produção. Ainda são pouquíssimas as organizações que se deram conta da importância, pois trata-se de um assunto pouco debatido, que ainda não evoluiu ao ponto de despertar o interesse dos gestores de pessoas. É claro que as ações realizadas por esses líderes trazem frutos positivos. A questão do investimento no bom humor seria mais um aliado importante para as organizações que prezam pela qualidade de vida e pela motivação do seu pessoal.

A sensação de bem-estar que sentimos é causada pela liberação de endorfina produzida pelo nosso cérebro, que contribui para um melhor batimento cardíaco, ajudando na circulação sanguínea. Portanto, quando escutamos que sorrir é o melhor remédio, isso não é utopia, existe uma explicação científica para essa afirmação.

Com os benefícios do bom humor, o colaborador desempenha melhor suas tarefas, melhora sua criatividade, aumenta a produção e contribui para um ambiente de trabalho menos tenso. Um funcionário bem humorado contagia outros com a sua alegria. Na empresa onde trabalho, escutei comentários de pessoas que chegaram para trabalhar naqueles dias quando nada dá certo. Na companhia de colegas que sempre estavam brincando, contando uma história ou outra, o dia desse mal humorado começou a se transformar para melhor, ou seja, a ficar mais descontraído, relaxado.

Como somos seres humanos, temos problemas pessoais que afetam nosso lado psicológico; juntando com os problemas profissionais, é difícil administrar nosso controle emocional. Como consequências, atingimos pessoas que não têm nada haver com a nossa situação problemática . E o pior, acabamos também estragando o dia desse colega afetado pelo nosso mal.
É importante lembrarmos a história da laranja podre, em que esse fruto afeta os demais que estão bons. Por isso, sempre digo para eliminarmos essa “laranja podre”, contagiando-a com alegria, humor. É muito mais fácil uma pessoa ser influenciada positivamente por um número de pessoas bem superior a ela no requisito felicidade. Um companheiro que está sempre humorado atrai outras pessoas. Todos querem ter sempre por perto essa pessoa que está sempre alegre, feliz, que traz bons fluídos para o local de trabalho.

A importância do bom humor para os enfermos – Pesquisas realizadas comprovam que o bom humor diminui em até 20% o tempo de internação de um enfermo. O filme, em homenagem ao médico americano Patch Adams, retrata bem essa teoria. Ele foi protagonizado pelo ator Robin Williams com o título: “Patch Adams, o amor é contagioso”. Na prática, ele conduzia o tratamento dos pacientes através da alegria, levando brincadeiras para as crianças.

Um outro exemplo são os “doutores da alegria” que, assim como Patch Adams, visitam hospitais caracterizados de palhaços, também levando alegria para as crianças enfermas. Como eles mesmos se definem, são “palhaços que fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam”. O trabalho desse grupo vem trazendo resultados significativos para as crianças que passam boa parte do seu tempo nos hospitais.

O riso é importante. Vamos sorrir, liberar endorfina. Com certeza nosso dia-a-dia será bem melhor, mais produtivo e criativo, sendo benéfico também para a nossa saúde mental e física.

*Por: Marcelo Marques Mota para o RH.com.br

Infelizmente, é muito comum encontrarmos hoje em dia pessoas que estão insatisfeitas com o rumo de suas carreiras. Até aí nenhuma novidade. Problema maior mesmo é aquele enfrentado por quem descobre que tomou decisões equivocadas durante sua trajetória profissional e só agora percebe que não tem carreira alguma.

Anos atrás presenciei a conversa entre dois pintores, um muito bem-sucedido e outro que ainda buscava seu espaço na área e procurava compreender porque o mercado os percebia de forma tão diferente se a habilidade técnica era praticamente a mesma.

O profissional mais experimentado, mesmo com poucos anos de estudo formal destacou: “Durante os últimos 20 anos, quando alguém precisava de um pintor facilmente me encontrava. Contudo, se 20 anos atrás você também estava na mesma profissão, não pode esquecer que depois foi fazer muitas outras coisas diferentes até retomar seu trabalho como pintor”. E completou: “Seu nome ainda não está fresco na cabeça das pessoas, mas daqui a algum tempo isto vai mudar. Fique tranquilo!”.

Situações como esta são cada vez mais comuns, pois muita gente acaba migrando para diferentes áreas sem qualquer tipo de coerência e desconhecendo os efeitos danosos que seus impulsos ou necessidades de curto prazo provocam na orientação de uma carreira. Pessoas lutadoras que estão dispostas a realizar aquilo que for preciso para alcançarem um lugar ao sol, mas cujos currículos assemelham-se a uma feia colcha de retalhos.

Conceitualmente, profissão é a atividade de trabalho para a qual a pessoa conquistou uma formação específica a fim de poder exercê-la, como é o exemplo do médico, do engenheiro e também do garçom que estudou para tanto. Por sua vez, ocupação é aquilo que a pessoa realmente faz em seu dia a dia, estando ou não interligada à profissão de origem. Por exemplo, pode-se ter a profissão de engenheiro e a ocupação de empresário, gerente de uma planta industrial ou professor universitário, além de alternativas que surgem ano a ano.

Já a carreira trata do conjunto de atividades ou ocupações que uma pessoa exerce dentro de uma mesma profissão ao longo de sua trajetória. Portanto, quem possui um emaranhado de ocupações desconectadas durante os últimos anos não tem carreira, mesmo que aquilo que faça atualmente supra suas necessidades, sejam elas quais forem.

Mas, na prática por que isto é tão importante? As pessoas que orientam suas carreiras de acordo com a profissão são menos atingidas por bruscas mudanças no mercado, já que poderão optar por novas ocupações dentro destas mesmas profissões numa evolução natural da carreira. Quadro bem diferente daqueles que jogam todas as fichas em determinada ocupação e, depois de algum tempo, se veem em apuros quando o mercado muda.

Também há aqueles que, por um motivo ou outro, escolhem ocupações totalmente incoerentes com a profissão escolhida e depois acabam tendo uma enorme dificuldade para retomarem sua empregabilidade na área. É por isto que os movimentos na carreira precisam ser meticulosos e bem pensados; especialmente grandes transformações como ocorre quando a pessoa decide mudar de profissão.

Da mesma forma, é importante conscientizar-se de que a gestão da carreira confere dividendos vultosos no médio e longo prazo, já que antes é necessário investir tempo e dinheiro para solidificá-la. Raciocínio que explica porque aqueles que têm pressa para alcançarem as coisas rapidamente preferem ocupações.

Estruturar uma carreira e dar rumo a ela num ambiente mutável por natureza dá trabalho e, muitas vezes, a melhor coisa a fazer é procurar alguém que o oriente ao longo deste processo. As pessoas que são referências em sua área de atuação e os consultores de carreira podem ajudá-lo a despender um esforço menor para você chegar aonde quer.

Por: Wellington Moreira para o RH.com.br

A parte técnica você encontra em manuais, o maior desafio é lidar com as questões emocionais. Para isso é necessário ter muito equilíbrio
Emoção: Emoção à movere: do latim mover + prefixo e (=“afastar-se”)
Uma tendência a agir está implícita em toda emoção
Todas as emoções são, em essência, impulsos para agir, planos instantâneos para lidar com as situações

Raiva: Atuação vigorosa
Medo: Imobilização do corpo ou nos põe para agir, atacar
Amor: Calma e satisfação,  facilitando a cooperação
Surpresa: Amplitude visual, sensibilidade perceptiva
Tristeza: Perda de energia e de entusiasmo pela atividades da vida, possibilita introspecção reflexiva
Felicidade: Inibição de sentimentos negativos, propicia disposição e entusiasmo

Cada emoção desempenha função única, e prepara o corpo para diferentes respostas

Raiva: Fúria, revolta, ressentimento, indignação, ódio, aborrecimento
Medo: Ansiedade, nervosismo, preocupação, inquietação, pavor, susto, terror
Amor: Aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão
Surpresa: Choque, espanto, pasmo, maravilha
Tristeza: Sofrimento, mágoa, desânimo, melancolia, solidão, desamparo
Felicidade: Alegria, alívio, diversão, orgulho, satisfação, euforia, bom humor

Inteligência Emocional :O que é? Capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos

Emoções trabalhando a nosso favor.
Autoconhecimento;
•    Entender as emoções
•    Trabalhar as reações
•     Mudar atitudes e postura
“ Só consigo conhecer e lidar com o outro quando me conheço”
“Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Aquele que olha para fora sonha. Aquele que olha para dentro desperta.”
Carl Gustav Jung

Características:
Controlar impulsos e adiar satisfação
Persistir diante de frustrações
Regular o próprio estado de espírito
Capacidade de motivar-se
Evitar que a aflição invada sua capacidade de pensar
Criar empatia
“Qualquer um pode zangar-se; isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa – não é fácil”! Aristóteles
Como usar a meu favor?
Escute seus sentimentos
Respeite as diferenças e compreenda a perspectiva do outro
Aprenda a perguntar
Busque a assertividade

Por: Triunfo Consultoria Treinamento

Antes, os funcionários, poucas vezes reconhecidos pelo esforço braçal, dedicavam-se ao trabalho apenas como fonte de renda e os mais ambiciosos chegavam ao cargo de “chefe”. No mundo globalizado não existe lugar para aqueles que não querem vencer, principalmente nos grandes centros.

Investimento em educação, estudos, idiomas, empreendedorismo, profissionalismo, responsabilidade e uma pitada de pró-atividade, são essenciais. Depois de muito empenho e trabalho, traçando metas e objetivos, com certeza chega-se a uma colocação de responsabilidade dentro das corporações.

Atualmente, o emprego, formal ou não, deixou de ser visto como era antigamente. Muitas pessoas procuram fazer aquilo que gostam, identificam-se com o trabalho e conseguem alcançar bons resultados na carreira profissional, agregando grande valor à empresa com resultados positivos.

Mas, não é fácil. Nem todos conseguem alinhar o útil ao agradável. E, juntamente com os esforços para sobreviver na atualidade, vem a sobrecarga, a pressão, o estresse, a concorrência e outros fatores do mundo moderno que impactam na saúde das pessoas, diminuindo seu resultado dentro das corporações, trazendo sérios problemas de saúde que aparecerão com o passar dos anos, ou não. Existem soluções para melhoria.

Uma boa parte das empresas já identificou e investe nas pessoas e na qualidade de vida delas, surgindo assim a QVT (Qualidade de Vida no Trabalho) ou ainda a GQVT (Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho), terminologias que têm sido bastante difundidas nos últimos anos. É um assunto abrangente e muito interessante, mas que deixaremos para um próximo artigo.

Voltando ao nosso tema principal, da mesma maneira que as corporações investem em seus colaboradores, cobram por resultados, e muitos profissionais não suportam a pressão e a correria diária dos grandes centros. Quanto a isso, acabam se sentindo insatisfeitos com o trabalho e, muitas vezes, com a vida que levam. Então, qual é a opção?

Para melhorar de qualidade de vida, muitas pessoas deixam as grandes cidades e mudam-se para o interior do país na busca de tranquilidade, menos pressão, menos estresse, ar mais puro, menos trânsito e um trabalho menos agitado. Na verdade encontram tudo isso e muito mais, mas é preciso estar preparado, geralmente esta mudança radical não passa de uma aventura temporária. Alguns chegam a abrir uma empresa, mas será que estão organizados ao ponto de administrar seu próprio negócio?

Outras pessoas conseguem uma boa recolocação no “novo” mercado de trabalho, no entanto encontram uma cultura organizacional bem diferente dos grandes centros, a que estão acostumados. No começo parece uma maravilha, mas com o passar do tempo, vira monotonia e o cotidiano começar a ficar cansativo “pesado” e sem graça.

Para os profissionais mais pró-ativos e empreendedores, em alguns casos, essa recolocação acaba sendo uma grande sobrecarga, pois absorvem muitas atividades e acaba esbarrando na burocracia (controle centralizador), na administração familiar e na política “regionalista”, que favorece as pessoas da região, ignorando todo o esforço do profissional para alcançar o reconhecimento que, às vezes, demorar a chegar. Isso tudo, como passar do tempo pode virar uma frustração e a tão sonhada qualidade de vida transforma-se em um grande vilão, fazendo com que as cobranças sejam de você para você mesmo.

Lógico que essa mudança também pode dar certo. Seja no interior ou em cidades menores existem empresas muito organizadas e, neste caso, pode-se encontrar a tão procurada qualidade de vida, aliada à realização profissional e pessoal, ou seja, unir o útil ao agradável.

Mas, qual a melhor maneira de encontrar a qualidade de vida? Qualidade de vida também é mudança de hábito, e a preparação é fundamental. Você gosta de praticar esportes? Tem algum hobbie? Um bom relacionamento com os companheiros de trabalho, amigos, família, lazer, estão ligadas diretamente com a qualidade de vida, porém o mais importante é fazer aquilo que você gosta ou, ao menos, fazer com alegria, empolgação e motivação, ESTAR BEM COM VOCÊ.

Então, prepare-se, programe-se, tente se conhecer e veja qual a melhor maneira de você mudar seus hábitos. Estabeleça objetivos para alcançar e investir na sua qualidade de vida, seja onde estiver.

Por: Luís Fernando Limongi França Guilherme – Rh.com

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